Como era de se esperar...eles aconteceram!!!
Aqui vai uma breve lista dos micos da viagem, que depois vou detalhando...
Mico # 1: Guest House fantasma - a gente reserva, paga, mas quando chega lá tem carro na garagem, luz acesa, mas ninguém atende a campainha nem o telefone!!! What's up with that????
Não bastasse a via sacra que foi alugar o carro e depois dirigir por uma cidade estranha do lado contrário do carro, das avenidas e tudo às avessas do que estou acostumada (vejam Mico # 2), encontramos a guest house (um tipo de albergue, na verdade é uma casa normal com muitos quartos sobrando e que as pessoas alugam) que a Veronica tinha reservado. Já eram 8 da noite e apesar do meu cérebro achar que eram apenas 4 da tarde, uma noite mal-dormida em avião acaba com qualquer senso de horário...Tocamos a campainha uma, duas, três vezes...Nada. Buzinei e leve. Nada. Buzinei com mais vigor. Ainda nada. E agora? Resolvemos voltar na portaria (era dentro de um tipo de condomínio, com dois guardas que na verdade precisavam de mais um pra formar os Três Patetas sul-africanos - ficaram olhando um pro outro quando a gente disse que ninguém atendeu e não fizeram nada, só repetiam que tinha gente em casa. Só se for o Gasparzinho, pensei. Por via das dúvidas voltamos lá. Dessa vez buzinei igual um paulistano cortado por um motoboy na marginal travada de sexta-feira à tarde véspera de feriado prolongado. Sem dó. E nada. Carro na garagem tinha, luz acesa lá dentro também. E a gente sem celular funcionado (Ah é, esqueci de dizer: Thank you Nextel, por dez dias de PAZ!!!!) pra ligar pro povo da guest house. Fomos novamente tentar obter ajuda dos dois patetas e finalmente o tico de um conversou com o teco do outro e eles nos indicaram uma outra guest house na avenida em frente ao condomínio. Aparentemente os donos dessa outra guest house conheciam os da que havíamos reservado e fomos lá pedir ajuda. A mocinha que nos recebeu foi extremamente atenciosa, ligou pra lá e realmente não havia ninguém em casa. Ela estava lotada ali, mas nos levou até uma outra guest house, muito boa por sinal, e eles se prontificaram a receber o valor já pago à guest house fantasma dos donos misteriosos dela.
Como se diz, no final tudo dá certo...
Mico # 2: Dirigir do lado right, que é totalmente wrong pra gente!!! Get it? Hahahaha...
| A Guest House que nos "salvou". |
| A dona do guest house. |
Mico # 2: Dirigir do lado right, que é totalmente wrong pra gente!!! Get it? Hahahaha...
Bom. Vamos começar dizendo que coordenação motora já não é um dos meus pontos fortes. Quando a Veronica me disse que na Africa do Sul a gente dirigia do lado oposto, como na Inglaterra, eu e ela lembramos na hora da Cameron Diaz em The Holiday, dirigindo o carrinho minúsculo da Kate Winslet, e quase trombando com o caminhão na estrada...Bom, eu não dei chilique como ela, mas admito que tive minhas dificuldades. A maior de todas era com a seta. Toda vez que acionava o bagulhinho (gente, como chama o treco que você mexe pra cima e pra baixo pra acionar a seta, atrás do volante? Aquilo tem nome?) pra dar seta, ligava o limpador de pára-brisa; quando queria acionar o limpador, dava seta. Arghhhh!!!! Outra dificuldade era manter pista da direita livre para os outros ultrapassarem: a pista rápida lá é da direita! Tomei vááááárias buzinadas. Rsss.
Mico # 3: Bush Toilet.
Sim, é isso mesmo que vocês estão pensando. Pipi no mato...Consta do manual da pousada, que se a gente precisar de um pipi-break durante um safári de jipe, podemos requisitar ao ranger o uso de um "bush toilet". Eu e a Ve acabamos tendo que dispor desse recurso na manhã do meu aniversário! Mas e o nervo? Vai que aparece um bicho? Como faz pra sair correndo com as calças arriadas? Já pensou? Se bem que eles falam pra NÃO CORRER NUNCA!!! Segundo o dito africano, tudo que corre é COMIDA! Hahahaha...
Mico # 4: Colchão inflável que desinfla durante a noite...ninguém merece...
Good Lord. Eu declaro, perante todos que me lêem, que NUNCA MAIS faço uso de um colchão inflável na vida. Experimentei três vezes a em todas elas foi mico, mico, e KING KONG. Essa última vez foi a pior. Principalmente por causa do bagaço que eu estava naquela noite, depois de doze horas atrás do volante...
Mico # 5: Hambúrguer nojeeeeento em Kruger Park.
Tudo bem que a gente já teria criticado a comida de todo jeito, depois de passar uma semana no mais completo CÉU gastronômico que foi a Notten's. Mas ninguém com gosto mediano poderia descordar da gente nessa. O hambúrguer em si já foi um show de horror. Não sei do que era feito, mas com certeza não era carne. Nem vamos imaginar muito. O pão, que foi substituído pois o de hambúrguer tinha acabado, era de forma integral...E pra acabar de vez com o sanduíche ele veio com um molhinho meio doce, tipo barbecue, mas muito, muuuuito pior, que deixou o pão com consistência de pudim. Fui pedir maionese no balcão, pra ver se descia melhor, e a mulher voltou da cozinha com uma xícara de café cheia de "maionese". Eu olhei pra xicrinha, e ela olhou de volta pra mim e bem baixinho, parece que eu escutava: Salmonelaaaaaaaaaa!!!! Hahahaha...Mas...foi o que ajudou a engolir meio sanduíche. As batatas fritas, que poderiam ter salvado a pátria da refeição, acho que eram de dois dias atrás, repassadas no óleo frio. Écat. De volta pro nosso acampamento em Kruger, ignoramos o restaurante de lá (era da mesma rede que esse do hambúrguer) e fomos no mercadinho pegar biscoitos e batata frita de saquinho pro dia seguinte...Que jeito né?
| Depois de 7 dias de comida ótima...isso. |
Mico # 6: Carona indesejada.
O mico número 6 na verdade não foi um mico. Foi um babuíno! Literalmente. A gente estava atravessando uma ponte sobre o rio Sand em Kruger, e tinha um mooooonte de babuínos na ponte, e muitos carros parados observando. Como a gente estava com pressa, pois ainda dirigiríamos até Johannesburg, fomos ziguezagueando por entre os carros, e quando passei bem rente à ponte, um babuíno que lá estava resolveu pular pra cima do nosso carro!!! Ouvi um "thump" na lataria, olhei pelo vidro de trás e vi um rabo! Comecei a gritar histericamente pra Veronica: Fechaovidrofechafechafechaaaaaa....Eu falava em mímica com o motorista do jipe de turistas que estava do nosso lado: "O que é que eu faço agora?" . Ele levantou os ombros como quem diz, "agora espera ele descer". Os turistas, claro, fotografaram loucamente o fato. Depois de alguns minutos, o símio caronista resolveu deixar o teto do nosso carro e se plantou na ponte novamente, aparentemente decepcionado por que não demos uma carona pra ele até Satara...rsss. Ainda tive que pagar a mais no aluguel do carro, porque o bendito babuíno agarrou o limpador de pára-brisa pra subir no teto da viatura e o quebrou...
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