Aloou!!!!
Gente, estamos num café no aeroporto, com o check-in já feito, e quis postar uma última vez aqui de Jo-burg...
Férias absolutamente inesquecíveis, e muita vontade de voltar e trazer todos vocês pra conhecer as coisas maravilhosas que conhecemos...
Beijos em todos e até amanhã, no Brasil!!!!
Como diriam os sul-africanos...
Cheers, guys!!!!!!!!
quarta-feira, 8 de fevereiro de 2012
Johannesburg, 6 de Fevereiro de 2012
Geeente....
Quem inventou o colchão inflável hein?
Se eu descobrir é perigoso ir atrás do infeliz e mandar prender...
Eu já tinha tido péssimas experiências com colchão inflável antes. A primeira vez foi na casa da minha tia, eram aqueles que não tinham cobertura de tecido e passei a noite acordando quando me virava e fazia barulho de plástico raspando na gente...Depois, nos EUA, numa exposição de cavalo árabe em que eu dormi no parque com os cavalos, peguei um colchão furado e acordei no chão.
Dessa vez, a princípio achei que o colchão inflável ia se redimir finalmente. Ele tinha cobertura de tecido e encheu na tomada, com um motorzinho, rapidinho. Duas horas depois acordei com o colchão esvaziado pela metade...Liguei de novo o motorzinho e ele encheu. Mais uma hora e meia de sono, e de novo, meu traseiro encostou no chão.
Que noite horííííííííííveeeeeeel!!!!! Não via a hora de dar cinco horas pra levantar...
Antes das cinco sentei no sofá (que aliás, se não fosse capenga de uma das pernas, teria sido minha cama alternativa) e fui escrever posts pro blog, porque não dava mais...
A Veronica ainda conseguiu dormir até umas 9, não sei como...
A Tereza saiu pra trabalhar às 7 e nós saímos pra explorar Johannesburgo às 10. Fomos até um shopping primeiro, tomar café e tentar conectar na internet, o que conseguimos por meia hora, que era o limite da cortesia de internet que o restaurante dava...
Depois resolvemos ir até um tal de Lion Park, que constava no mapa de Johannesburgo que eu tinha. Lá dizia que a gente podia segurar filhotes de leão no colo...
Chegamos lá, mas a energia do lugar era horrível. Hienas e um chacal presos numa área pequena já nos fizeram pensar duas vezes...
Fomos até o balcão e tentei descobrir se eles faziam algum trabalho de reabilitação ou reprodução para repovoar a fauna, mas vimos que era apenas um zoológico comercial, e apesar da pensamento fooooorte de querer segurar um leãozinho nos braços, decidimos que não iríamos apoiar esse tipo de turismo. Não é natural segurar um leãozinho no colo, de todo jeito, e fomos embora com a sensação boa de ter tomado a decisão certa.
Decidimos ir atrás de um lugar onde vendessem artesanato local e rodamos boa parte da tarde atrás disso. Primeiro nos indicaram uma tal de Sandton Square, que atualmente se chama Nelson Mandela Square, mas em volta são vários shoppings centers, não tinha barracas de artesanato. Aproveitamos pra tirar nossa foto com a estátua do Nelson Mandela e com isso cumprimos nossa parte histórica da viagem! Hahahaha...
Finalmente, às 4 e pouco, achamos o African Market, um tipo de mercadão com várias barraquinhas de artesanato. Vimos muita coisa legal e fizemos umas comprinhas, e depois fomos arrumar um lugar pra jantar.
Conseguimos um restaurante com acesso ilimitado à internet e aproveitei pra postar mais fotos no blog e mais posts.
Quando saímos do restaurante já eram 8 e meia, e estávamos a quase 40 minutos da casa da Tereza.
Sinceramente, por mim eu passava a noite na balada, porque voltar praquele colchão inflável...Só de pensar eu queria chorar...
Mas a gente tinha que arrumar as malas ainda, o que significava que iríamos dormir tarde e, portanto, pouco...rsss...
Amanhã vamos levantar às 5 e meia, porque temos que devolver o carro alugado ainda e o vôo sai às 10 e 40, então temos que estar no balcão até 8 e 40.
Vamos lá encarar esse colchão maldito e amanhã, rumo de volta ao Brasil!!!
segunda-feira, 6 de fevereiro de 2012
Kruger Park, 5 de Fevereiro de 2012
Levantamos às 5, porque o portão abria às 5 e meia, e a gente queria sair o quanto antes pra não chegar muito tarde em Jo-burg. Partimos em direção à área de Satara, que segundo todos que nos indicaram era de campos mais abertos e com certeza veríamos zebras.
Saindo de Skukuza, onde pernoitamos, vimos hienas! Elas são realmente muito estranhas...rss. Atravessando a ponte em direção a Satara, vários carros parados: um grupo enorme de babuínos estava na ponte.
Fomos ziguezagueando em meio aos carros, tirando algumas fotos, e de repente...Puff! Um barulhão no teto do carro!!!!!!!!!!!!!!!! Um babuíno tinha subido lá, e o rabo dele estava visível pelo vidro de trás...Gritei, histérica, pra Veronica: Fecha as janelas, fecha as janelas, fecha, fecha, fechaaaaaaaa!!!!!
Viramos atração turística, né...toooodo mundo tirando foto e dando risada, e eu em pânico, gesticulava pro motorista do jipe de turistas que estava do meu lado: O-QUE-QUE-EU-FAÇO??? E se o bicho não descesse dali nunca? Gente, que nervo...Começamos a dar risada, e depois de alguns minutos, ele pulou do teto do carro pra cerca da ponte...Engatei a primeira e saí dali antes que algum outro babuíno achasse bonitinho e tivesse a mesma idéia...Hahahahaha...essa não vamos esquecer nunca...
Depois da ponte, pegamos uma bifurcação e dirigimos por quilômetros sem ver nenhum animal e nenhum carro. Uma chuva fininha começou a cair e achei que a gente não ia ver mais nada. Mas pouco depois encontramos um elefante macho que atravessou na nossa frente, e logo na sequência, finalmente, zebraaaaaaaaaaassss!!!! Uhúúúúúúuuuhhh!!!!
Gente, elas são lindaaaaas!!!! Tinha zebra que não acabava mais, dezenas, até onde a gente enxergava. Também tinha alguns gnus ali com elas. Fizemos várias fotos, e seguimos.
Mais à frente vimos um rinoceronte solitário enorme, bem perto da estrada. Seguimos mais um pouco e encontramos uma manada de Waterbucks bem na beira da estrada. Dos antílopes, foi o que eu mais gostei.
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| Um casal de Waterbucks. |
Logo ali pertinho dos waterbucks, vimos quatro hornbills, aquele pássaro que é o Zazu do Rei Leão, mas de uma espécie diferente, chamada Southern Ground Hornbill. Aparentemente eles são bem raros, porque vimos vários pôsteres nas áreas de paradas dizendo para avisar aos oficiais de tínhamos avistado esse pássaro e onde...
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| Dois dos quatro Southern Ground Hornbills que a gente viu. |
Andamos mais um pouco, e cruzamos com um carro parado na estrada, e um senhor abre a porta de trás e sai do carro!!!!! Gente, mas não pode sair do carro aqui!!! O que está acontecendo?
Ele começou a pedir pra gente parar, e quando paramos, ele disse que a mulher dele estava atolada no carro deles ali pra baixo (eles entraram na estrada de terra que ia pra uma árvore de baobá e ficaram presos...) e queria uma carona pra Satara pra pedir ajuda...Ele montou no banco de trás e fomos embora pra lá, a gente já estava pertinho, e tínhamos que passar por lá mesmo.
Chegando lá, fomos ver se conseguíamos ligar pra casa e pra Thereza, amiga da Veronica que vai nos acolher em Jo-burg. Somente telefones de cartão, e eles não vendem cartão. Acredita?
Como estávamos atrasadas pra chegar em Jo-burg, não fomos atrás de internet café pra falar em casa, e eu cada vez mais aflita pra dar notícias...Eles já devem estar pensando que um leão engoliu a gente, ou um elefante esmagou o carro...Desculpa, gente, estamos tentando!!!!
Seguimos em frente, já em direção ao portão de saída. No caminho, topamos com um elefante macho enoooorme que ensaiou uma corrida na nossa direção...Que medoooooo!!!!! Nossa, fiquei tremendo depois...rssss...Antes de sair do parque, ainda vimos muitas zebras, inclusive potrinhos...muito lindoooos!!!!
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| Óun...zenteeee... |
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| Que coisa mais fofaaaaaa!!!! |
E vimos também dezenas de gnus e mais uns warthogs (o Pumba, gente!).
No portão de saída, mais uma tentativa. De novo, só telefones de cartão...
Vambora então!
Saímos do parque e seguimos em direção ao tal do Blyde River Canyon. Estrada muito cheia de buracos, muito mal sinalizada, mas conseguimos chegar ao Canyon. Muito bonito, mas pelo tanto a mais que eu tive que dirigir, não sei se valeu, viu...
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| Blyde River Canyon |
Estou mo-í-da. Conseguimos avisar a Tereza que íamos chegar tarde, mas não conseguimos falar em casa, não dava certo a ligação...Que dificuldade!!! Toca pra frente, e realmente essa rota é bem mais agradável que a que fizemos a caminho de Sabi Sand, mas em compensação...quanta demora...
Chegamos, finalmente, em Johannesburgo, eu absolutamente destruída de tanto dirigir, às 5 e meia da tarde...Doze horas atrás do volante...Aff...
Depois fomos jantar com a Tereza num cassino muito legal, e fomos dormir num colchão inflável que foi esvaziando durante a noite...Acordei à uma e meia com a poupança encostando no chão...O que a gente não faz pra economizar uma diária de hotel...Rsss...
Kruger Park - Tarde de 4 de Fevereiro de 2012
Bom, seguimos para Kruger e atravessamos a ponte que tínhamos avistado no drive da tarde do meu aniversário, chegando no portão do parque. Dali, tínhamos que fazer a reserva em uma pousada dentro do parque. A da região onde queríamos estar na manhã seguinte, pra facilitar a logística, estava lotada. O jeito foi ficar na mais próxima, o que significava que teríamos que dirigir por mais tempo no dia seguinte...
Fomos direto pra lá, fizemos o check in, e saímos em direção à área que o Chase tinha indicado para vermos hipopótamos, a Lower Sabi.
No caminho, vimos elefantes, babuínos e girafas, e chegando a Lower Sabi, uma lagoa imensa estava lo-ta-da de hipopótamos. A maioria estava lá pro fundo, mas tinha uma mãe com um bebezinho que ficavam emergindo bem perto da borda...
Resolvemos parar por ali pra comer alguma coisa, e pedimos um hambúrguer pra dividir. Gente. Depois de uma semana na comidinha fabulosa do Notten’s, comemos o pior hambúrguer do mundooooo!!!!! Já começou que a mulher disse que não tinha mais pão de hambúrguer e se tinha problema vir no pão de forma. Tudo bem. O hambúrguer em si podia ser madeira compensada que a gente não ia saber a diferença – sem gosto e massudo. Agora, o que acabou de vez com o hambúrguer foi o molhinho nojento que eles puseram no bife. Aff!! Fora que a batata frita que veio junto era de anteontem.
Que horror. Tivemos que tomar um picolé depois pra “apagar” o gosto do sanduíche...
Paramos mais um tiquinho no lago dos hipopótamos e depois começamos o caminho de volta, porque a gente tinha até 6 e meia pra chegar de volta no nosso campo (cada área do parque tem um campo com pousada, camping, restaurante, lojas, posto de gasolina, que têm portões e cercas para evitar a entrada dos animais, principalmente os noturnos, então os portões abrem e fecham em horários determinados), senão a gente ia ter que dormir no carro, no meio do mato!!! Eu hein! E ainda levar multa depois! Rsss...
No caminho de volta, topamos com um girafa praticamente do nosso lado, e um monte de elefantes atravessaram a estrada.
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| Ai gente...elas são maravilhosas... |
E numa das estradas de terra permitidas, encontramos um monte de carros parados vendo alguma coisa, e eram leões!!! Três machos e duas fêmeas (dormindo, claro) na sombra, e parece que tinha algum resto de “almoço” ali com eles...Vimos ainda um rinoceronte meio de longe.
Impala, nem preciso dizer, tinha em cada esquina...Mas é sempre legal de ver. Elas são muito lindas.
Nenhuma zebrinha!!!! Vou ficar muito triste se não conseguir vê-las...
Chegamos de volta quinze pras seis, e apesar do portão só fechar às 18 e 30, descobrimos que o internet café fechava às 18!!! Eu estava contando com isso pra poder mandar uma mensagem pra casa, porque como a internet na Notten’s era muito lenta e depois ficou corrido, estou desde dia 2 sem falar em casa, e aflita para dar notícias...
Corremos mas não conseguimos a internet....Conseguimos pegar a lojinha aberta e pegar uns biscoitos e sucos pro café da manhã no dia seguinte, e fomos pro nosso “cafofo”. O quartinho estilo cabana nos deixou com muuuuuuuuuuuita saudade da Notten’s... Como a gente se acostuma fácil com as coisas boas, né? Rsss. Enfim, fiquei estudando os mapas para podermos voltar a Johannesburg pela rota do Blyde River Canyon, que todos disseram que é linda, e a Veronica foi dormir antes que eu.
Sem adaptadores, não pudemos carregar nossas baterias das câmeras, e vamos ter que ser econômicas nas fotos amanhã...
4 de Fevereiro de 2012 – Último dia no Notten’s...
Como de costume, às cinco horas veio a batidinha na porta...Eu já estava de pé, e às cinco e meia estávamos saindo pro nosso último drive...Que triste...
Até o tempo já mostrava uma certa melancolia, encoberto e ameaçando chuva. O chão, na verdade, nos dizia que havia chovido de leve durante a noite. Os macacos, que na tarde anterior estavam em completo alvoroço, nem sequer apareceram para tentar a sorte com um biscoitinho no café antes de sairmos pro drive...
Partimos, assim, já com o coração apertado com a despedida iminente, para nosso último safári na fiel Land Rover, que nos carregou, duas vezes por dia, durante 7 dias, 7 horas por dia...Verdade que nossas colunas e traseiros já estavam sofrendo as conseqüências, mas o que é uma assadura e um ciático pinçado frente a tudo que os passeios de jipe nos permitiram ver? Rsss...
Logo depois de deixarmos a pousada, uma chuvinha fina começou a cair. Vestimos os ponchos impermeáveis que haviam permanecido até então intocados, nos bolsos existentes à nossa frente no jipe, e seguimos.
Os animais, com a chuva, pareciam ter se escondido, e o Chase confirmou que chuva e vento fazem com que eles procurem abrigo, mesmo...
Mas a Sabi Sand foi generosa: vimos uma águia Marshal muito linda e depois de alguns minutos, encontramos nossos primeiros gnus! Até agora a gente não tinha visto nenhum!!! Quer dizer, a gente tinha visto meio gnu, né...o que os leões comeram...yikes...
Paramos pra tomar nosso cafézinho com biscoitos no meio do passeio debaixo de uma chuvinha fina, mas persistente...
Seguimos adiante, e encontramos uma manada de elefantes, que pareciam estar em escala! Hahaha...Uma grande, uma menor, uma média, uma criança e um bebê...Muito lindas!!!!!
Ao retornar à pousada, fotos com o Chase e o Gideon...E eu segurando pra não chorar...Estou muito emotiva esses dias todos, por vários motivos, mas hoje em especial a sensação de “fim de festa” me pegou feio...rsss.
Tomamos nosso café, reforçadíssimo, porque como seguiríamos pro Kruger Park a gente não sabia quando ia comer de novo...
Acertamos as contas, e pedimos instruções ao Dave de como andar pelo Kruger, e ele nos sugeriu algumas alternativas.
Corremos pra tirar nossas coisas do quarto, despedimos de todos (infelizmente não conseguimos despedir da Sherine, do Dale e da Suzzie, que estavam no horário de folga...) e, sentindo muuuuuuito, partimos...
Encontramos um camaleão verdinho, igualzinhooooooo o da Rapunzel do “Enrolados” da Disney, e tentando não passar por cima dele, quaaaaaase fiquei atolada na areia...Ufs! Na saída da reserva Sabi Sand, ainda vimos impalas e kudus, e na estrada, já fora da reserva, encontramos algumas ciranças nativas que fizeram uma dancinha e cantaram alguma coisa na língua deles...paramos pra tirar fotos e eles nos pediram comida, e demos a eles umas barrinhas de cereal...Um deles viu minha caneta e pediu também..Rsss....Nos limparam!!! Hahahahaha...Só faltou pedir as câmeras, malas...
Agora vamos pra Kruger Park!!!
Afternoon drive, 3 de fevereiro de 2012
Quando retornei pra Summer house, já com a Veronica, havia dois casais novos lá: O Adam e a Jackie, ingleses radicados na AS há 15 anos, e a Silvana e o Costas, uma italiana e um grego radicados em Londres há 45 anos. O Jonathan-homem-aranha ainda estava por aqui, e todos sentamos juntos para o chá da tarde.
Às 4 e 20, montamos na Land Rover mais uma vez para nosso último drive da tarde...Vimos elefantes bem de perto, e tinha um minúsculo, o próprio Dumbo em pessoa, mas a grama está tão alta, a gente só viu a trombinha dele pra cima enquanto ele mamava na mãe...que fofooooooo!!!!
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| Gente, com muuuuuuito boa vontade, dá pra ver a trombinha do elefantinho, levantada, bem atrás da pata dianteira da mãe...Ele era tão piquitinho que a grama escondia..rsss...Lindooooooo!!!! |
Saímos dali em direção ao sul da reserva, e pelas conversas no rádio, pude perceber que alguém tinha achado alguma coisa... Os rangers aqui da reserva falam uma língua secreta, é muito legal. Na verdade é uma mistura de uma língua local (shangaan) e inglês, e eles usam pra não criar expectativas e frustração com os clientes. O Jonathan conhece o linguajar, e nos “traficou” um pequeno dicionário por email...rsss....O Chase ficou indignado!!! Hahaha....Vou aprender essa língua pra saber de tuuudooooo da próxima vez. :D
Bom, como a gente já tinha estado por ali em busca de cães selvagens de manhã, suspeitei desde o princípio, como diria o Chapolin...
Demos uma paradinha no lago do hipopótamo, pra todos verem, e seguimos. Na primeira volta que demos no setor que o pessoal tinha suspeita que os cães estavam, não vimos nada, mas cruzamos com um ranger da Sabi Sabi e logo depois ele avisou que os tinha encontrado!!!
De todos os animais, acho que o mais empolgante de ver são esses, porque eles são super dinâmicos, você pode vê-los por 10 segundos e logo depois eles desaparecem. Conseguimos segui-los por uns bons 15 minutos, e depois Swoosh! Eles se foram... Muito legais os wild dogs. Em meio a tudo isso, um pôr-do-sol ma-ra-vi-lho-soooooo!!!!!
Conversamos bastante, demos muita risada com o Chase. Só o jeito que fala “uau” quando alguma coisa acontece é de morrer de rir.
Pulamos os sundowners porque os cães estavam bem longe, e como os acompanhamos por bastante tempo, até voltar pra pousada ia levar bastante tempo.
Voltando pro Lodge, láááááááá na frente,mais uma surpresa: um leopardo atravessando a estrada! Corremos atrás (com o carro, né, gente...rsss) e conseguimos vê-la muito brevemente. Era a fêmea arredia que o Chase viu hoje de madrugada e que vem de outra reserva.
De volta, mais um jantar em estilo boma. Comemos frango assado e vegetais grelhados, e de sobremesa um cheesecake de morrer de tão bom...E ainda comemos um fatiazinha do meu bolo de aniversário, que eu servi a todos...
O Dave, dono da pousada, nos acompanhou e a conversa estava ótima, falando da natureza, do equilíbrio das coisas, o Dave contando experiências da vida na selva africana, e de repente o casal de Londres começa a falar de assassinatos, crimes horríveis em Londres....Credo, gente...
Depois os londrinos e o casal inglês “convertido” em sul-africano foram embora, e ficamos nós, o Escorpião-rei e o Dave.
Ainda ficamos mais uns 15 minutos na fogueira e depois o cansaço bateu e viemos pro quarto. Eu já estou com as malas praticamente prontas, aproveitei pra fazer isso hoje e amanhã poder curtir mais a última manhã na pousada.
Daqui a pouco estou de volta....Estou com saudades de vocês, mas sinceramente....Ficava aqui fácil! Hahahaha... Beijos em todos!!!!
Morning Drive 3 de Fevereiro
Morning Drive só meeeeeuuuuu!!!!! A Veronica achou melhor não tomar a friagem da manhã, porque tossiu bastante à noite, e o Jonathan ia dar outro curso pra equipe daqui.
Fiquei dividida, torcendo pra ver alguma coisa especial, mas não querendo que a Veronica perdesse nada...
Foi um drive muito agradável, mas não houve grandes emoções...Vimos alguns búfalos, os leões já tinham ido embora e as hienas já tinham limpado a cena do “crime”. Tentamos seguir os rastros dos leões mas eles foram pra outra reserva, fora do limite pra gente...O Chase viu um leopardo na frente da pousada, à distância, antes da gente acordar, mas era uma fêmea muito tímida e não conseguimos encontrá-la. Também vimos mais elefantes (Dê, você demorou pra ver, e eu vejo todo dia!!! Toda vez que encontramos um lembro de você!), mas foi só. Só! Hahahaha...já estou ficando metida..."Ah, é só um elefante!” Hahaha...
Voltei e fui pro escritório tentar colocar fotos no blog, mas a internet daqui também deve ser à luz de velas!!!! Ou à lenha!!!! Hahahahaha...Não tem condições, gente, até postei umas fotos, mas ficou tudo sem configuração...Depois eu arrumo, tá? Rsss...
Fui me despedir da piscina, e a Veronica deve estar mal mesmo, porque dispensou...aff!
E agora estou aqui na summer house, no bar, onde tem uma tomada pro laptop, registrando os fatos enquanto eles estão fresquinhos...Vou lá ver se a Veronica está viva...rsss...Depois vamos sair pro último afternoon drive...Já estou triste... :(
Jantar de aniversário
Hoje, depois do drive da tarde, retornamos à pousada e jantamos na summer house, com o Jonathan (o Escorpião-Rei), o Dale, o Chase e a Sherine, namorada do Chase que trabalha no escritório e com quem eu troquei e-mails antes de vir pra cá – um amor de moça. O David tomou uns drinques com a gente, assou a carne na churrasqueira (aqui eles chamam churrasco de braai) e depois pediu licença, e foi pra casa jantar com a família. Depois a Veronica me falou que ela organizou o jantar especial em minha homenagem...Valeu Ve!!!!
Foi um jantar muito especial, com muitas histórias engraçadas de coisas que eles vivem aqui no meio da selva africana (me lembrem de contar da cirurgia na asa do pato...rsss.), muitas risadas, e claro, muita comida boa.
Eles trouxeram tiramissu de sobremesa (adorei, Vivi!!!) e depois ainda trouxeram o bolo, e lógico que ninguém deu conta. Mas eles me fizeram cortar o bolo e comer um pedacico “pra não dar azar”. Achei melhor não discutir...rsss.
Que delícia de dia, que jantar delicioso, que pessoas simpáticas e que lugar maravilhoso!!!
Com exceção da ausência da família e dos amigos verdadeiros, foi o melhor aniversário nos meus 38 anos...
Obrigadaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaa!!!!!
2 de Fevereiro, dia mais importante do anoooo!!!! Hahahaha...
Levantei às 5, e fui chamar a Ve, tinha até esquecido do meu aniversário...rsss. Ela me deu um abraço de parabéns e fomos pra summer house. Lá, recebi os parabéns do Mike e da Susie, do Jonathan (o Homem Aranha) e do Chase.
Primeira parada do drive da manhã, leões folgados. Mas antes de chegar lá, topamos com um bando de hienas!!! A gente tinha escutado elas no jantar na noite anterior, e era de se esperar que com os leões quase terminando com o gnu, elas fossem chegando cada vez mais perto. Muito legal! Achei que eu ia achar elas mais feias, viu...rsss. Mas elas são muuuuuuuito estranhas. A frente é bem mais alta que a traseira, e a boca...a boca vai de orelha a orelha, quase. Sabe a história do lobo mau? “Vovó, pra que essa boca tão grande?”... “pra te comer melhor, minha netinha”... Então. As hienas têm essa abertura enorme porque são animais oportunistas que frequentemente se alimentam de restos deixados pelos leões, leopardos etc. E como não sobra muita coisa, a não ser os ossos, elas precisam ter uma abertura muito grande pra poder apreender e triturar os ossos. Legal, né? Tudo na natureza tem uma explicação lógica.
Os dois folgadões ainda estavam lá, com a pança ainda maior. A leoa, aquela maravilhosa que ainda estava com eles de manhã, já tinha vazado, em busca das outras fêmeas e dos filhotes. Eles mal tinham forças para levantar a cabeça quando a gente estacionou do lado deles. Os dois com uma cara de ressaca... Hahahahahaha... Muito engraçado! Eu fiquei imaginando a conversa dos dois, como se fossem companheiros de botequim: “Cara, nunca mais me deixa comer desse jeito...tô passando muito mal...”. E algumas horas depois de uma soneca: “E aí, vamos comer mais um tiquinho?” Hahahahahaha!!!! “Só uma saideira, pra estrada, então, vá!” Hahahahahaha...Que folgados. As leoas mataram o gnu, eles roeram o bicho até o osso, se entupiram de comer, e quando eles terminarem de digerir os últimos quarenta quilos que eles conseguem comer de uma vez só, eles vão atrás delas pra ver o que mais elas conseguiram. Machos...rsss...sem comentários...
Um comunicado pelo rádio e mudamos de direção: o que eles encontraram? Viramos uma curva na estrada e topamos com o mistério: um leopardo macho jovem, lindoooooooo!!!!!
A gente tinha visto um casal à noite, no nosso primeiro drive, e depois o mesmo casal acasalando, mas eles estavam bem dentro do mato. Esse leopardo estava no meio da estrada de manhã, e fizemos muitas fotos boas.
Saímos de lá, porque começou a chegar muito carro (é a fixação com os Big Five...) e tomamos o rumo da pousada, e quase chegando lá, ainda conseguimos vê-lo mais uma vez, num montinho de cupim, embaixo de umas árvores bem baixas.
Retornando à pousada, no café da manhã, minha primeira surpresa. Eles trouxeram uma garrafa de champagne e estouraram pra brindar o meu aniversário...Ai gente...a manteigona aqui se derreteu né...rsss. Que legal.
Despedimos da Sandy e do Mike, e me candidatei pro bush walk. A Ve também veio e uma das senhoras também. Foi bom pelo exercício, mas dessa vez não houve contatos imediatos com nenhum animal empolgante...Fiquei mal acostumada com o búfalo e os leões!!! Rss...
Retornamos e fui ao escritório fazer contato com o Brasil pelo computador. Consegui falar em casa, com a Vivi e com a Rose, bem no finalzinho, quando já estava quase desligando...Saudades de todos e querendo que vocês estivessem aqui!!!
Li um pouquinho na nossa super varanda, e voltamos pra summer house pro chá da tarde, que foi só pra mim, pra Ve, e pro Homem-aranha...rss.
No final, mais uma surpresa: o Dale, a Suzzie e a Annerie entraram com um bolo de aniversário cantando parabéns...Ele me entregou um cartão, com uma mensagem de casa e deles desejando ótimo aniversário. Chorei de novo!!! Hahahahaha...Pedi pra eles guardarem o bolo pra sobremesa do jantar, assim quem sabe todo mundo poderia comer um pedaço...
Depois eu fiquei sabendo que a Viviane tinha pedido a eles pra fazerem algo especial pra mim...Obrigada, Vivi!!!!! Como eu queria você comigo aqui...
Saímos pro drive da tarde só eu e a Veronica. O Homem-aranha não foi. Ele ia dar o curso pra equipe do Notten’s, então mais uma vez tivemos o privilégio de ter a Land Rover só pra gente!!!
Depois eu fiquei sabendo que a Viviane tinha pedido a eles pra fazerem algo especial pra mim...Obrigada, Vivi!!!!! Como eu queria você comigo aqui...
Saímos pro drive da tarde só eu e a Veronica. O Homem-aranha não foi. Ele ia dar o curso pra equipe do Notten’s, então mais uma vez tivemos o privilégio de ter a Land Rover só pra gente!!!
Antes de sair, o Dale tirou uma foto da gente no jipe e disse pro Chase que como era meu aniversário, ele tinha que achar o que eu quisesse...rsss. Pedi pra presenciar uma caçada dos leões, um nascimento, zebras e chacais!!! Tudo facinho, facinho...rsss.
Bom, quem pede o impossível, fica sempre frustrado, como eu tenho experimentado vááááárias vezes na vida...Mas claro que eu estava brincando, e o simples fato da tarde estar simplesmente incomparável com qualquer outra desde que chegamos já foi um presente.
Ele perguntou se gostaríamos de ir em direção ao rio para tentar ver hipopótamos, e topamos. Não vimos hipopótamos, mas encontramos dois elefantes GIGANTES (Ginormous, Vi!!! Hahahaha...) e a vista do rio era maravilhosa.
Voltando, pedi pra pegar um galho de acácia. Eu tinha visto um monte deles decorando a área social e achei lindooo!!!! O Chase cortou um pedaço pra mim. Agora falta achar uma caixa pra transportar, porque tem que ir na bagagem, pois se for comigo no avião já viu né...Não passa no raio X nem a pau...rsss.
Para o sundowner, mais uma surpresa: paramos em um conjunto de rochas, escalamos e tomamos nosso drinque lá em cima, com uma visão quase 360° da região. Que tarde linda e que momento inesquecível.
O Chase deixou a gente lá em cima para um momento “entre irmãs” e nós duas gravamos a imagem daquele pôr-do-sol pra sempre em nossa mente. Ah, e em caso da nossa mente pifar um dia, tiramos muitas fotos também. Hahahahaha...
Retornando, fiquei pensando em muitas coisas, e novamente me emocionei ao agradecer por estar realizando um sonho antigo, e ao pensar em quantas coisas sem importância nos atormentam e impedem que aproveitemos momentos tão preciosos como os que tenho vivido aqui e como tantos outros.
Esse lugar também faz a gente refletir muito sobre o equilíbrio da vida, e no nosso papel nele.
Apesar de não termos visto muitos animais, esse foi sem dúvida um dos drives que eu mais gostei...
Afternoon Drive, 1 de Fevereiro
Depois de comer mais um pouco, no chá da tarde, montamos mais uma vez na Land Rover. Duas senhoras chegaram hoje na hora do almoço, e foram com a gente. Outro sul-africano também chegou, mas ele é um especialista em aranhas e escorpiões (ele é meio metido a ranger e eu e a Veronica o apelidamos “carinhosamente” de Homem-aranha e Escorpião Rei...rsss) e o David Notten o contratou para um curso para os rangers daqui. Saímos por cima da pousada, para ver o que os leões estavam fazendo. Chegando lá, o gnu já estava bem mais “limpo”. Eles já tinham mandado ver em metade da carcaça, e estavam na sombra, derrubados, digerindo. A leoa ainda estava por lá, tentando chegar mais perto do gnu...Provavelmente foi ela que matou, e os dois machos regulando carne pra ela. Como pode né? Enfim, é a lei da selva...
Depois encontramos três ou quatro elefantes, e um deles chegou suuuuper pertinho.
Eu e o elefante jovem ao fundo, que chegou bem pertinho da gente, a uns 2 metros de distância do carro.
Um comunicado pelo rádio informou que tinha um leopardo rondando o leito de um dos riachos ali perto, e seguimos pra lá. Procuramos por ele um pouco, mas nada.
Procurando por ele, atravessamos um acampamento de treinamento de rangers, com chuveiro de balde e tudo!!!
Chuveiro num acampamento de treinamento de rangers dentro da reserva.
No final do drive, uma surpresa: um petisco ao ar livre!!! O David e a equipe do Nottens tinham armado um acampamento numas pedras à beira de um córrego, com fogueira, cadeiras em volta, lâmpadas de querosene penduradas em troncos de árvores secas, e uma churrasqueira que já estava cheia de costela de ripa...Achei que era o jantar, mas era só um aperitivo (socorro!!!)...Um guacamole delicioso com cenoura e aipo cortados em tirinhas acompanhavam. Enquanto a gente comia e conversava, as estrelas começavam a aparecer no céu, e alguns momentos depois o David nos convidou pra sentar em volta da fogueira, pois o Joseph, um tracker (que é pai da Suzzie, que cuida da gente na summer house) imitou vários animais pra gente. Segundo o David, é tão fiel ao chamado original dos bichos que ele já conseguiu atrair animais pra pousada antes!!! Foi muuuuuuito legal.
Saímos de lá encantadas, e voltamos pra pousada. Parada estratégica no quarto pra nos “refrescar” e depois jantar. Quando retornei, o Escorpião Rei estava ali na entrada conversando com o Mike, a Sandy, e o Chase. Fomos até lá ver o que estava “pegando” e ele tinha aberto um tupperware com um escorpião enorme dentro, que ele agora estava segurando. Ele perguntou se a gente queria segurar o “animalzinho” e antes dele terminar a pergunta as duas dissemos juntas: Nãomuitoobrigada! Assim, rapidinho e sem intervalo mesmo!!! Hahahaha...Ele nos explicou algumas coisas legais sobre escorpiões, e depois de muito insistirem, tomei coragem. Essa só a foto pra provar que não estou mentindo...
Credoooo!!!! hahahaha...
O jantar, servido em estilo boma de novo, teve carne de cordeiro e filé mignon na grelha com milho, abobrinha, batatas e uma polenta de milho branco que eles fazem aqui que eu ainda preciso ver como escreve, muito gostoso. E na sobremesa um creme de damasco sensacional (Sim, já parei de contar calorias).
Bush Walk, 1º de Fevereiro de 2012.
No café, a Mia, esposa do David, veio perguntar quem iria se candidatar pro bush walk. Eu quase disse que não, mas...de novo, o pensamento de aproveitar ao máximo e a recordação de ter encontrado o búfalo ontem me fizeram aceitar.
Atravessamos o campo à frente da pousada e o Chase nos mostrou uma planta que você mistura com água e faz um detergente!!! Muito legal. Ele disse que dá pra lavar louça com aquilo...Depois pegamos a estrada que ia em direção ao lugar onde os leões tinham matado o gnu. Não achei que estivéssemos tão perto, mas depois de andar um tanto, ele falou pra gente parar, ficar quietinho e abaixar. Ele mostrou pra gente: a menos de cem metros, entre as árvores, muito precariamente, dava pra ver a juba de um dos leões. A Sandy, que também foi, tirou o binóculo do pescoço, e aí deu pra ver bem. Que demaaaaaaaaais!!! Ele estava olhando direto pra gente, e logo em seguida a leoa levantou e andou um pouco pra mais longe. O Chase disse, muito bem, eles estão incomodados, vamos embora. E fomos embora, por onde voltamos, na maior tranqüilidade. Quer dizer, com o coração a mil, mas numa boa, o que significa dizer que nenhum leão saiu correndo atrás da gente...Agora vou ser obrigada a ir em todos os bush walks, com medo de perder algum outro encontro fantástico.
Retornando, fui até o quarto e pus o biquíni. Antes dei uma passadinha básica na summer house, que é a área social da pousada e coloquei a bateria da minha câmera pra carregar. Agora, tirando dezenas de fotos, notei que ela já não está durando quase nada...Mas carregando antes dos drives é tranqüilo. Um mergulho na piscina, despedidas dos casais ingleses (Sue e Mike, Cindy e Peter) e banho, e depois computador (Nota: a pousada ficou sem internet até hoje, e por isso tenho escrito meus posts entre o retorno do bush walk e o chá da tarde, e salvado em um HD externo, para poder postar tudo hoje.).
quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012
1º de Fevereiro de 2012
Hoje de manhã foi curioso. Começou bem, cruzando uma pequena manada de elefantes, depois encontrando a mãe-rinoceronte e seu filhote; vimos uma família de javalis ou wharthogs ( o Pumba do Rei Leão – Hakuna Matata!), uma manada muito bem comportada de impalas (não saíram correndo desesperados ao nos ver), um besouro rola-bosta rolando uma bola de...bom, vocês sabem...rsss.
Vimos também um veadinho muito raro que não precisa beber água e vive sempre na mesma área, chamado Steenbok. Aí ficou meio parado...os leões, segundo informações do rádio, tinham cruzado para outra reserva com quem a Notten não tem acordo.
Fomos atravessar um riacho e ficamos atolados...Numa Land Rover! Acha? Eu pensei que esses jipes saíam até do inferno.... Mas não teve jeito, e todo mundo desceu pra empurrar...rolamos de dar risada, mas conseguimos tirar o jipão do leito do córrego. Todo mundo tirou o sapato pra pisar na água, inclusive o Chase, que estava com marcas tão fortes nos pés que parecia que ele nem tinha tirado a meia! Hahahaha...
Retornando, não vimos absolutamente mais nada. Aí, quase na pousada, o Gideon viu uma área suspeita: os leões tinham matado alguma coisa ali!!! Eles desceram (Chase ainda descalço e sem arma) e levantaram uma traquéia com pulmões pra gente ver.
Eles voltaram pro jipe e já íamos saindo de ré quando um som chamou minha atenção e a Cindy viu alguma coisa no meio dos árvores. Os machos ainda estavam ali!!!! Yikes!!!! Demos a volta e entramos no meio do mato com o jipe. Os dois machos do grupo que vimos ontem e mais uma fêmea maravilhosa, que ontem estava separada das outras leoas comendo grama, tinham matado um gnu (a gente nem viu gnu ainda!!!!) e estavam ali, estufados de tanto comer. Isso significa que eles ficaram pra trás e que a maior parte do grupo, que a gente viu passando ontem à noite pela pousada, provavelmente não comeu. Eles disseram que se o grupo todo tivesse comido o gnu, já não teria sobrado nada. E tinha meio gnu ali ainda...
Retornamos, com aquela sensação de sempre, de que nunca sabemos o que vamos encontrar na selva...Já tínhamos dado o drive como encerrado, e acontece isso...
É a vida na selva!!!!
Vimos também um veadinho muito raro que não precisa beber água e vive sempre na mesma área, chamado Steenbok. Aí ficou meio parado...os leões, segundo informações do rádio, tinham cruzado para outra reserva com quem a Notten não tem acordo.
Fomos atravessar um riacho e ficamos atolados...Numa Land Rover! Acha? Eu pensei que esses jipes saíam até do inferno.... Mas não teve jeito, e todo mundo desceu pra empurrar...rolamos de dar risada, mas conseguimos tirar o jipão do leito do córrego. Todo mundo tirou o sapato pra pisar na água, inclusive o Chase, que estava com marcas tão fortes nos pés que parecia que ele nem tinha tirado a meia! Hahahaha...
| Todo mundo empurrando a Land Rover... |
| A equipe de desatoladores vitoriosa! Dois sul-africanos, quatro ingleses e duas brasileiras (eu atrás da câmera..rsss). |
| Um pedaço da traquéia com pedaços de pulmão de um gnu que virou jantar de leão...Parece cruel a princípio, mas é a Lei de Equilíbrio em ação né...E depois também...antes o gnu que eu!!! Hahahaha... |
Retornamos, com aquela sensação de sempre, de que nunca sabemos o que vamos encontrar na selva...Já tínhamos dado o drive como encerrado, e acontece isso...
É a vida na selva!!!!
| Olha os dentinhos da criança... |
| Na sombra, guardando o "rango". |
| O rango... |
| Fazendo pose... |
Notten’s, Sabi Sand Reserve, 31 de Janeiro de 2012.
Terceiro dia de safáriiiiiiiiiiii!!!! Como ontem, acordamos com uma leve batidinha na porta. Levantei rapidinho e pus a Veronica pra fora da cama, e em vinte minutos já estávamos no refeitório tomando café com biscoitos antes do drive da manhã.
O dia amanheceu meio nublado, e logo que saímos com o jipe percebi que ia passar frio...
A gente não andou nem 2 km e topamos com um grupo enorme de leões. Oito leoas, oito filhotes e dois machos adultos. Todos deitados na beira da estrada, na maior preguiça, sem dar a mínima. Os machos na verdade levantaram quando chegamos mas depois ficaram numa boa. Milhões de fotos depois, e depois de muitos ówns e ains dirigidos aos filhotes, seguimos adiante para que outros carros pudessem ver os leões.
Nem cem metros passaram e vimos alguma coisa vindo pela estrada. Quando o Chase disse “wild dogs” (cães selvagens), quase morri. Eles são uma espécie em perigo de extinção, e eu já tinha descartado por completo a possibilidade de vê-los! E eles estavam indo bem em direção aos leões!!!! E agora???? Os rangers não podem interferir com a vida selvagem, e se eles tivessem seguido por aquele caminho, com certeza ia dar o maior barraco! Felizmente eles saíram da estrada principal e entraram no mato, e seguimos atrás. Eles correram um pouquinho atrás de umas impalas e depois ficaram um tempão em volta dos jipes, abanando o rabo um pro outro e lambendo a boca um do outro (lembrei taaaaaaaanto do Pipoca!!!). Indescritível ver esses animais tão selvagens fazendo coisas que os nossos cães fazem até hoje!!!! O Chase disse que existem menos de 200 cães selvagens na área total do Kruger, e que eles andam em média 50 km por dia, portanto foi muita sorte a gente conseguir vê-los, e mais sorte ainda que eles pararam tanto tempo perto da gente. Que presente maravilhoso no terceiro dia de safári!!!
A Cindy, uma inglesa que estão hospedadas com gente, não estava passando muito bem, e fomos deixá-la na pousada, que por incrível que pareça era na outra esquina da estrada onde estávamos com os cães!
Partimos novamente, dessa vez em busca do rinoceronte, o último dos Big Five que o nosso grupo ainda não tinha visto. Pela primeira vez, tivemos que sair da área de propriedade dos Notten, rumo a área vizinha, que pertence a outra reserva particular chamada Sabi Sabi. Essa reserva é bem maior que Notten’s, mas os dois têm um acordo de cooperação de direito de transgressão, ou seja, tanto os carros da Sabi Sabi podem transitar em propriedade da Notten quanto o contrário. Isso é feito de forma comum entre reservas vizinhas, para aumentar a probabilidade de encontrar animais.
Depois de passar a fronteira entre as duas reservas e andar um pouquinho, nota-se que a paisagem muda bastante. A maior parte da Nottens tem vegetação densa e fechada, enquanto que a Sabi Sabi têm áreas abertas, lembrando muito mais a paisagem queniana que estamos acostumados a associar com a África. A vegetação aqui em volta faz a gente achar que está no meio do cerrado brasileiro. Até, claro, topar com um elefante...rss.
Logo que avistamos a planície aberta, local de preferência dos rinocerontes, já avistamos alguns à distância. Fomos até eles e eram três machos, sendo que o dominante estava dando uma “corrida” nos dois mais jovens, e uma fêmea com o filhote de dois anos. A gente acha que é pequenininho e aí quando eles falam que já tem um, dois anos, é difícil de imaginar quão menor eles devem ser quando nascem...
Paramos ali, naquela planície maravilhosa, para tomar um café com biscoitos (depois, óbvio, de tomar certa distância dos rinocerontes), e depois fizemos meia volta em direção a terras da Notten.
Mais um drive maravilhoso!!!
O dia amanheceu meio nublado, e logo que saímos com o jipe percebi que ia passar frio...
A gente não andou nem 2 km e topamos com um grupo enorme de leões. Oito leoas, oito filhotes e dois machos adultos. Todos deitados na beira da estrada, na maior preguiça, sem dar a mínima. Os machos na verdade levantaram quando chegamos mas depois ficaram numa boa. Milhões de fotos depois, e depois de muitos ówns e ains dirigidos aos filhotes, seguimos adiante para que outros carros pudessem ver os leões.
Nem cem metros passaram e vimos alguma coisa vindo pela estrada. Quando o Chase disse “wild dogs” (cães selvagens), quase morri. Eles são uma espécie em perigo de extinção, e eu já tinha descartado por completo a possibilidade de vê-los! E eles estavam indo bem em direção aos leões!!!! E agora???? Os rangers não podem interferir com a vida selvagem, e se eles tivessem seguido por aquele caminho, com certeza ia dar o maior barraco! Felizmente eles saíram da estrada principal e entraram no mato, e seguimos atrás. Eles correram um pouquinho atrás de umas impalas e depois ficaram um tempão em volta dos jipes, abanando o rabo um pro outro e lambendo a boca um do outro (lembrei taaaaaaaanto do Pipoca!!!). Indescritível ver esses animais tão selvagens fazendo coisas que os nossos cães fazem até hoje!!!! O Chase disse que existem menos de 200 cães selvagens na área total do Kruger, e que eles andam em média 50 km por dia, portanto foi muita sorte a gente conseguir vê-los, e mais sorte ainda que eles pararam tanto tempo perto da gente. Que presente maravilhoso no terceiro dia de safári!!!
A Cindy, uma inglesa que estão hospedadas com gente, não estava passando muito bem, e fomos deixá-la na pousada, que por incrível que pareça era na outra esquina da estrada onde estávamos com os cães!
Partimos novamente, dessa vez em busca do rinoceronte, o último dos Big Five que o nosso grupo ainda não tinha visto. Pela primeira vez, tivemos que sair da área de propriedade dos Notten, rumo a área vizinha, que pertence a outra reserva particular chamada Sabi Sabi. Essa reserva é bem maior que Notten’s, mas os dois têm um acordo de cooperação de direito de transgressão, ou seja, tanto os carros da Sabi Sabi podem transitar em propriedade da Notten quanto o contrário. Isso é feito de forma comum entre reservas vizinhas, para aumentar a probabilidade de encontrar animais.
Depois de passar a fronteira entre as duas reservas e andar um pouquinho, nota-se que a paisagem muda bastante. A maior parte da Nottens tem vegetação densa e fechada, enquanto que a Sabi Sabi têm áreas abertas, lembrando muito mais a paisagem queniana que estamos acostumados a associar com a África. A vegetação aqui em volta faz a gente achar que está no meio do cerrado brasileiro. Até, claro, topar com um elefante...rss.
Logo que avistamos a planície aberta, local de preferência dos rinocerontes, já avistamos alguns à distância. Fomos até eles e eram três machos, sendo que o dominante estava dando uma “corrida” nos dois mais jovens, e uma fêmea com o filhote de dois anos. A gente acha que é pequenininho e aí quando eles falam que já tem um, dois anos, é difícil de imaginar quão menor eles devem ser quando nascem...
Paramos ali, naquela planície maravilhosa, para tomar um café com biscoitos (depois, óbvio, de tomar certa distância dos rinocerontes), e depois fizemos meia volta em direção a terras da Notten.
Mais um drive maravilhoso!!!
Drive #3
Gente, pode até parecer que uma vez um drive, sempre um drive. Mas cada um é diferente. A quantidade de estradas que existem pela reserva permite que cada dia a gente siga por um caminho diferente, e nunca sabemos o que vamos encontrar. Hoje à tarde, por exemplo, estávamos na estrada quando os guias ouviram dois pássaros (que ainda vou descobrir o nome, gente, é muito pássaro) fazendo o maior escândalo. Eles suspeitaram de alguma coisa e saíram da estrada em direção à árvore, olharam embaixo e nada. O Chase já estava dando ré quando o Gideon apontou pra cima da árvore: tinha uma cobra venenosa chamada Black Mamba (também vou descobrir como chama isso em português), e provavelmente ela deve ter comido ovos ou filhotes dos dois pássaros e eles estavam fu-ri-o-sos com a cobra. Por conta disso, ficamos por ali um pouco, e eis que de repente ouvimos rugidos!!! O casal de leopardos de ontem à noite estava poucos metros abaixo, acasalando!!!! Valeu cobrinha!!! Hahahaha...
Descemos mais um tanto e eles estavam lá. Incrível como eles não estão nem aí com a paçoca. Acasalaram duas vezes na nossa frente. Vejam o vídeo, por que nem vou tentar descrever. O Chase disse que quando eles estão acasalando os leopardos ficam de 4 a 5 dias juntos, acasalando a cada 20 minutos. E o engraçado é que a fêmea levanta, senta na frente do macho e empurra ele (que está dormindo, lógico..rsss) como quem diz: levanta aí, ô seu imprestável, e faz o seu trabalho! Hahahahaha...muito louco o instinto de reprodução.
Descemos mais um tanto e eles estavam lá. Incrível como eles não estão nem aí com a paçoca. Acasalaram duas vezes na nossa frente. Vejam o vídeo, por que nem vou tentar descrever. O Chase disse que quando eles estão acasalando os leopardos ficam de 4 a 5 dias juntos, acasalando a cada 20 minutos. E o engraçado é que a fêmea levanta, senta na frente do macho e empurra ele (que está dormindo, lógico..rsss) como quem diz: levanta aí, ô seu imprestável, e faz o seu trabalho! Hahahahaha...muito louco o instinto de reprodução.
Depois fomos atrás do leão que a gente tinha visto de manhã. Eu pensei, imagina, ele deve ter mudado de lugar e sem chance da gente ver ele de novo. Mas não é que o bichano estava no mesmo lugar? Dormindo! Quéisso???? O guia explicou que os leões dormem 18 horas por dia...mas gente, como pode? E a gente entrou no mato, passou em cima de tronco seco, todo mundo falando no jipe, dando risada...Pensa que o leão ligou? Nem abrir os olhos ele abriu. Ele deve pensar: putz, que saaaaaaaaco! Lá vem esse povo tonto de novo...
Ficamos um tempão ali esperando ele acordar, e ele nos concedeu alguns minutos em posição de “esfinge”, antes de capotar de lado novamente. Como a gente preferiu esperar pra ver o que o leão ia fazer em vez de tomar nosso drinque ao pôr-do-sol (os dois britânicos acho que não ficaram muito felizes com isso...rsss), voltamos direto pra pousada.
Quando entramos na pousada, foi a coisa mais mágica. Da estrada já dava pra ver o lugar cheeeeio de tochas e velas. Jantamos no autêntico estilo africano, ao ar livre, que eles chamam de boma. De entrada, um fusilli com um molho de tomate cremoso que eu vou te contar. Depois, frango ao creme, arroz, abobrinha, milho doce (yum, gente adooooro!) e salada, e pra terminar de enfiar o pé na jaca, mousse de morango foférrima!
Dilícia!!!! Mais um dia altamente inesquecível.
Ficamos um tempão ali esperando ele acordar, e ele nos concedeu alguns minutos em posição de “esfinge”, antes de capotar de lado novamente. Como a gente preferiu esperar pra ver o que o leão ia fazer em vez de tomar nosso drinque ao pôr-do-sol (os dois britânicos acho que não ficaram muito felizes com isso...rsss), voltamos direto pra pousada.
Quando entramos na pousada, foi a coisa mais mágica. Da estrada já dava pra ver o lugar cheeeeio de tochas e velas. Jantamos no autêntico estilo africano, ao ar livre, que eles chamam de boma. De entrada, um fusilli com um molho de tomate cremoso que eu vou te contar. Depois, frango ao creme, arroz, abobrinha, milho doce (yum, gente adooooro!) e salada, e pra terminar de enfiar o pé na jaca, mousse de morango foférrima!
Dilícia!!!! Mais um dia altamente inesquecível.
Notten’s Bush Lodge, Sabi Sand Reserve, 30 de Janeiro de 2012
Como prometido, às cinco da matina bateram na nossa porta...Pra levantar essa hora e ir pro escritório é uma luta, mas com a perspectiva de novas aventuras e animais que ainda não vimos, pulamos rapidinho da cama.
No refeitório, um cafezinho básico com biscoitos, e logo já montamos no jipe. A primeira coisa que vimos? Impala!!! Eles estão por toda parte, aos bandos.
O Chase e o Gideon acharam os rastros do casal de leopardos que vimos ontem à noite e começamos a segui-los. No caminho, cruzamos com um carro de uma pousada vizinha, e o rapaz disse que tinha um “macho” não-sei-aonde e que se fossemos rápido conseguiríamos vê-lo. Todos achamos que era um leopardo.
Chegando ao local que o cara indicou, um LEÃO!!!! Um macho, jovem, solitário. Ele andou um tantinho, depois deitou, e dormiu feito um bebê a 3 metros do jipe, sem dar a mínima pra gente. Fizemos um moooonte de fotos, e seguimos adiante para dar espaço pra outros jipes de outras pousadas.
Na sequência, uma girafa, búfalos, mais impala, um elefante jovem, e retornamos pro café. Eu e a Veronica fomos as únicas cadidatas ao bush walk das dez e meia. Eu super-empolgada e a Veronica na maior neura. Isso de uma pessoa que mergulhou com tubarões no Tahiti. Vai entender. O Chase e seu fiel rifle nos acompanharam, claro...Antes de sair, algumas instruções sobre o que fazer se toparmos com um dos Big Five. Eu levantei a mãozinha: Mas tem chance de isso acontecer? Rsss...estou começando a entender a neura da Veronica...Na verdade, a chance de encontrarmos qualquer um dos animais perigosos é muito menor num bush walk que nos drives, porque a gente fica bem perto da pousada e não entra no mato, ficamos só nas estradas. Mesmo assim....a chance existe. Por isso o rifle...
Bom, fizemos a nossa caminhada, que foi bastante interessante devido às informações e histórias que o Chase nos contou, e aos ossos que vimos de vários animais, que eles guardam num determinado ponto da área de caminhada especialmente para explicar pra gente algumas coisas interessantes sobre os diferentes animais. Por exemplo, os dentes dos elefantes vão se movendo de trás pra frente, e à medida que chegam na frente, caem...quando eles ficam velhos, esse processo cessa, eles não tem mais como mastigar e morrem de inanição...triste né? Mas é a vida na selva...
Retornando da caminhada, com o sol a pino, colocamos o biquíni e fomos para a piscina paradisíaca da pousada. Que vidinha mais ou menos...Hahahahaha...Morram de invejaaaa!!!!
Depois, um banho bom, chá da tarde com rolinhos primavera de carne moída com curry (delicioso!!!), queijos e frios, pulei o doce só pra fingir que minha dieta está firme (que nem um prego na areia) e saímos para o nosso afternoon drive. Esse já vai ser nosso terceiro drive!
No refeitório, um cafezinho básico com biscoitos, e logo já montamos no jipe. A primeira coisa que vimos? Impala!!! Eles estão por toda parte, aos bandos.
O Chase e o Gideon acharam os rastros do casal de leopardos que vimos ontem à noite e começamos a segui-los. No caminho, cruzamos com um carro de uma pousada vizinha, e o rapaz disse que tinha um “macho” não-sei-aonde e que se fossemos rápido conseguiríamos vê-lo. Todos achamos que era um leopardo.
Chegando ao local que o cara indicou, um LEÃO!!!! Um macho, jovem, solitário. Ele andou um tantinho, depois deitou, e dormiu feito um bebê a 3 metros do jipe, sem dar a mínima pra gente. Fizemos um moooonte de fotos, e seguimos adiante para dar espaço pra outros jipes de outras pousadas.
Na sequência, uma girafa, búfalos, mais impala, um elefante jovem, e retornamos pro café. Eu e a Veronica fomos as únicas cadidatas ao bush walk das dez e meia. Eu super-empolgada e a Veronica na maior neura. Isso de uma pessoa que mergulhou com tubarões no Tahiti. Vai entender. O Chase e seu fiel rifle nos acompanharam, claro...Antes de sair, algumas instruções sobre o que fazer se toparmos com um dos Big Five. Eu levantei a mãozinha: Mas tem chance de isso acontecer? Rsss...estou começando a entender a neura da Veronica...Na verdade, a chance de encontrarmos qualquer um dos animais perigosos é muito menor num bush walk que nos drives, porque a gente fica bem perto da pousada e não entra no mato, ficamos só nas estradas. Mesmo assim....a chance existe. Por isso o rifle...
Bom, fizemos a nossa caminhada, que foi bastante interessante devido às informações e histórias que o Chase nos contou, e aos ossos que vimos de vários animais, que eles guardam num determinado ponto da área de caminhada especialmente para explicar pra gente algumas coisas interessantes sobre os diferentes animais. Por exemplo, os dentes dos elefantes vão se movendo de trás pra frente, e à medida que chegam na frente, caem...quando eles ficam velhos, esse processo cessa, eles não tem mais como mastigar e morrem de inanição...triste né? Mas é a vida na selva...
Retornando da caminhada, com o sol a pino, colocamos o biquíni e fomos para a piscina paradisíaca da pousada. Que vidinha mais ou menos...Hahahahaha...Morram de invejaaaa!!!!
Depois, um banho bom, chá da tarde com rolinhos primavera de carne moída com curry (delicioso!!!), queijos e frios, pulei o doce só pra fingir que minha dieta está firme (que nem um prego na areia) e saímos para o nosso afternoon drive. Esse já vai ser nosso terceiro drive!
Primeiro Dia na Reserva!!!
Johannesburg, 29 de Janeiro de 2012
Acordei antes do despertador, que a gente tinha colocado pras 6 e 15. Nosso plano original era sair às 5 da manhã, mas a Maryna, dona do Guest House, nos convenceu de que a viagem a Kruger levaria menos de 6 horas (segundo ela são 4) e nos permitimos sair mais tarde, aproveitando pra tomar café.
Ela nos fez um mapinha de como pegar a estrada, e com exceção de um leve errinho, conseguimos pegar a N12, rodovia que leva a Nelspruit, que é a cidade-porta-de-entrada para Kruger.
A viagem foi tranqüila, paramos duas vezes e não nos perdemos. Levamos, no fim, as seis horas mesmo...Acho que a Maryna deve ser meio pé-de-chumbo, ou senão a gente foi mais devagar em função de não conhecer o caminho e as leis do país...
A última parte das instruções para chegar à pousada Notten’s dizia para procurar pela placa da pousada na estrada, e virar na estrada de terra após a placa. Achamos a placa, paramos pra tirar aquela foto básica e pegamos a estrada de terra.
Logo já vimos a cerca limitadora da área da reserva, e alguns metros à frente....UM ELEFANTEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEE!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!
Não quis acreditar. Mal saímos da rodovia e já vimos um elefante, lindo, selvagem, e bem ali!!!!!!!!!!! A poucos metros de distância!!!! Gente, que emoção indescritível!!!
Bom, por mais maravilhadas que a gente estivesse, seguimos adiante, porque a gente não tnha certeza que horas saía o safári da tarde, e não queríamos perder.
Entramos na reserva e andamos mais 10 km para chegar à pousada.
Fomos recebidos pela Solani, parte da staff do Notten’s. Ela nos mostrou a pousada, nos explicou algumas regras básicas.tenho certeza que foram muitas, mas depois que ela falou que NÃO era pra andar pela pousada à noite e esqueci o resto todo...rsss. É que a pousada não tem cercas e qualquer animal noturno (os noturnos são os predadores) pode chegar aqui. Durante o dia, sem problemas, ela emendou rapidinho, ao ver nossa cara de “que medo”...
O safári da tarde ia sair às 4 horas, logo após o lanche da tarde (que eles chamam de “high tea”) e fomos até o carro para descarregar a bagagem.
Ela nos fez um mapinha de como pegar a estrada, e com exceção de um leve errinho, conseguimos pegar a N12, rodovia que leva a Nelspruit, que é a cidade-porta-de-entrada para Kruger.
A viagem foi tranqüila, paramos duas vezes e não nos perdemos. Levamos, no fim, as seis horas mesmo...Acho que a Maryna deve ser meio pé-de-chumbo, ou senão a gente foi mais devagar em função de não conhecer o caminho e as leis do país...
A última parte das instruções para chegar à pousada Notten’s dizia para procurar pela placa da pousada na estrada, e virar na estrada de terra após a placa. Achamos a placa, paramos pra tirar aquela foto básica e pegamos a estrada de terra.
Logo já vimos a cerca limitadora da área da reserva, e alguns metros à frente....UM ELEFANTEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEE!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!
Não quis acreditar. Mal saímos da rodovia e já vimos um elefante, lindo, selvagem, e bem ali!!!!!!!!!!! A poucos metros de distância!!!! Gente, que emoção indescritível!!!
Bom, por mais maravilhadas que a gente estivesse, seguimos adiante, porque a gente não tnha certeza que horas saía o safári da tarde, e não queríamos perder.
Entramos na reserva e andamos mais 10 km para chegar à pousada.
Fomos recebidos pela Solani, parte da staff do Notten’s. Ela nos mostrou a pousada, nos explicou algumas regras básicas.tenho certeza que foram muitas, mas depois que ela falou que NÃO era pra andar pela pousada à noite e esqueci o resto todo...rsss. É que a pousada não tem cercas e qualquer animal noturno (os noturnos são os predadores) pode chegar aqui. Durante o dia, sem problemas, ela emendou rapidinho, ao ver nossa cara de “que medo”...
O safári da tarde ia sair às 4 horas, logo após o lanche da tarde (que eles chamam de “high tea”) e fomos até o carro para descarregar a bagagem.
Quando a gente chegou no nosso chalé...A Solani virou as costas e eu e a Veronica nos olhamos, tipo “que lugar maravilhoooosooooo!!!”, mas mantivemos a pose de “a gente já ficou em lugares melhores”. Foi ela sair do chalé pra gente começar a fazer uma happy dance...rsss.
O lugar é o máximo, e as fotos do site mal fazem justiça ao aconchego, o charme e o bom gosto da decoração.
Ajeitamos mais ou menos as coisas e fomos até a área de refeições para o chá. Só tinha a gente na pousada!!!! Mais quatro hóspedes iam chegar mais tarde. Comemos queijos, um pão caseiro delicioso de nozes diversas, quiche, salada e presunto Parma, acompanhados de iced tea.
Às quatro e meia, nosso Land Rover chegou com os guias, um sul-africano branco chamado Chase e um negro chamado Gideon, que é o tracker, ou rastreador. Ele vai numa cadeirinha montada no capô do jipe, pra visualizar melhor os animais e apontar a direção a seguir para o guia.
Eles chamas essas saídas de jipe de drives, e tem um de manhã (morning drive) e um à tarde (afternoon drive), todos os dias. A rotina é a seguinte: alguém bate na nossa porta às 5 da matina, e a gente segue pro refeitório para um café com biscoitos. Aí o jipe sai às 5 e meia e começamos a procurar animais. Tem uma parada no caminho, onde a gente desce do jipe e toma mais um café com biscoitos, e voltamos pra pousada às 9 hs para o café da manhã. Aí quem quiser pode sair para uma caminhada na selva, ou bush walk, às 10 e 30. Essas caminhadas duram entre uma hora e uma hora e meia. Depois disso, temos tempo livre até às 3 e meia, hora do chá da tarde, e às 16 e 30 sai o afternoon drive, que dura até as 7 e meia, 8 horas. Durante esse drive, paramos para um drinque ao pôr-do-sol (que coisa chique, gente, tomar uma taça de vinho no meio da reserva assistindo ao pôr-do-sol...ninguém vai me aguentar depois dessa viagem...rsss), que eles chamam de sundowner. E depois escurece e a busca é pelos animais noturnos, como o leopardo. E ao retornar, alguém nos acompanha até nosso chalé (não pode andar pela pousada à noite, lembra?) e nos dá uma lanterna poderosa. Aí temos alguns minutos para nos "refrescar" e seguir até o refeitório com a lanterna poderosa para o jantar...
Ajeitamos mais ou menos as coisas e fomos até a área de refeições para o chá. Só tinha a gente na pousada!!!! Mais quatro hóspedes iam chegar mais tarde. Comemos queijos, um pão caseiro delicioso de nozes diversas, quiche, salada e presunto Parma, acompanhados de iced tea.
Às quatro e meia, nosso Land Rover chegou com os guias, um sul-africano branco chamado Chase e um negro chamado Gideon, que é o tracker, ou rastreador. Ele vai numa cadeirinha montada no capô do jipe, pra visualizar melhor os animais e apontar a direção a seguir para o guia.
Eles chamas essas saídas de jipe de drives, e tem um de manhã (morning drive) e um à tarde (afternoon drive), todos os dias. A rotina é a seguinte: alguém bate na nossa porta às 5 da matina, e a gente segue pro refeitório para um café com biscoitos. Aí o jipe sai às 5 e meia e começamos a procurar animais. Tem uma parada no caminho, onde a gente desce do jipe e toma mais um café com biscoitos, e voltamos pra pousada às 9 hs para o café da manhã. Aí quem quiser pode sair para uma caminhada na selva, ou bush walk, às 10 e 30. Essas caminhadas duram entre uma hora e uma hora e meia. Depois disso, temos tempo livre até às 3 e meia, hora do chá da tarde, e às 16 e 30 sai o afternoon drive, que dura até as 7 e meia, 8 horas. Durante esse drive, paramos para um drinque ao pôr-do-sol (que coisa chique, gente, tomar uma taça de vinho no meio da reserva assistindo ao pôr-do-sol...ninguém vai me aguentar depois dessa viagem...rsss), que eles chamam de sundowner. E depois escurece e a busca é pelos animais noturnos, como o leopardo. E ao retornar, alguém nos acompanha até nosso chalé (não pode andar pela pousada à noite, lembra?) e nos dá uma lanterna poderosa. Aí temos alguns minutos para nos "refrescar" e seguir até o refeitório com a lanterna poderosa para o jantar...
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