quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012

Notten’s, Sabi Sand Reserve, 31 de Janeiro de 2012.

Terceiro dia de safáriiiiiiiiiiii!!!! Como ontem, acordamos com uma leve batidinha na porta. Levantei rapidinho e pus a Veronica pra fora da cama, e em vinte minutos já estávamos no refeitório tomando café com biscoitos antes do drive da manhã.
O dia amanheceu meio nublado, e logo que saímos com o jipe percebi que ia passar frio...
A gente não andou nem 2 km e topamos com um grupo enorme de leões. Oito leoas, oito filhotes e dois machos adultos. Todos deitados na beira da estrada, na maior preguiça, sem dar a mínima. Os machos na verdade levantaram quando chegamos mas depois ficaram numa boa. Milhões de fotos depois, e depois de muitos ówns e ains dirigidos aos filhotes, seguimos adiante para que outros carros pudessem ver os leões. 


Nem cem metros passaram e vimos alguma coisa vindo pela estrada. Quando o Chase disse “wild dogs” (cães selvagens), quase morri. Eles são uma espécie em perigo de extinção, e eu já tinha descartado por completo a possibilidade de vê-los! E eles estavam indo bem em direção aos leões!!!! E agora???? Os rangers não podem interferir com a vida selvagem, e se eles tivessem seguido por aquele caminho, com certeza ia dar o maior barraco! Felizmente eles saíram da estrada principal e entraram no mato, e seguimos atrás. Eles correram um pouquinho atrás de umas impalas e depois ficaram um tempão em volta dos jipes, abanando o rabo um pro outro e lambendo a boca um do outro (lembrei taaaaaaaanto do Pipoca!!!). Indescritível ver esses animais tão selvagens fazendo coisas que os nossos cães fazem até hoje!!!! O Chase disse que existem menos de 200 cães selvagens na área total do Kruger, e que eles andam em média 50 km por dia, portanto foi muita sorte a gente conseguir vê-los, e mais sorte ainda que eles pararam tanto tempo perto da gente. Que presente maravilhoso no terceiro dia de safári!!!



A Cindy, uma inglesa que estão hospedadas com gente, não estava passando muito bem, e fomos deixá-la na pousada, que por incrível que pareça era na outra esquina da estrada onde estávamos com os cães!
Partimos novamente, dessa vez em busca do rinoceronte, o último dos Big Five que o nosso grupo ainda não tinha visto. Pela primeira vez, tivemos que sair da área de propriedade dos Notten, rumo a área vizinha, que pertence a outra reserva particular chamada Sabi Sabi. Essa reserva é bem maior que Notten’s, mas os dois têm um acordo de cooperação de direito de transgressão, ou seja, tanto os carros da Sabi Sabi podem transitar em propriedade da Notten quanto o contrário. Isso é feito de forma comum entre reservas vizinhas, para aumentar a probabilidade de encontrar animais.
Depois de passar a fronteira entre as duas reservas e andar um pouquinho, nota-se que a paisagem muda bastante. A maior parte da Nottens tem vegetação densa e fechada, enquanto que a Sabi Sabi têm áreas abertas, lembrando muito mais a paisagem queniana que estamos acostumados a associar com a África. A vegetação aqui em volta faz a gente achar que está no meio do cerrado brasileiro. Até, claro, topar com um elefante...rss.
Logo que avistamos a planície aberta, local de preferência dos rinocerontes, já avistamos alguns à distância. Fomos até eles e eram três machos, sendo que o dominante estava dando uma “corrida” nos dois mais jovens, e uma fêmea com o filhote de dois anos. A gente acha que é pequenininho e aí quando eles falam que já tem um, dois anos, é difícil de imaginar quão menor eles devem ser quando nascem...


Paramos ali, naquela planície maravilhosa, para tomar um café com biscoitos (depois, óbvio, de tomar certa distância dos rinocerontes), e depois fizemos meia volta em direção a terras da Notten.
Mais um drive maravilhoso!!!

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